Wittgenstein tem sem dúvida razão quando – referindo-se ao poema enquanto poema – adverte: "Não esqueças de que o poema, ainda que redigido na linguagem da comunicação, não é usado no jogo de linguagem da comunicação".1 Dessa proposição pode-se inferir que o poema enquanto poema nada comunica. Esse é um dos aparentes paradoxos propiciados pela definição da especificidade da poesia. Há muitos outros. Afirmei há pouco que, enquanto aquilo que os não-poemas dizem separa-se do seu modo de dizê-lo, podendo, por isso, perder o seu valor-verdade ou ser dito de outro modo (logo, podendo ser parafraseado e traduzido), aquilo que os poemas dizem não se separa do seu modo de dizê-lo, e, consequentemente, não pode ser dito de outro modo: logo, não pode ser parafraseado nem traduzido.
Pensando bem, porém, percebe-se que mesmo essa formulação é questionável, pois afirmar que o poema diz alguma coisa já introduz uma diferença – ainda que conceitual e não real – entre o que ele é e o que diz. Poder-se-ia então perguntar, por exemplo, o que é que o poema diz; ou, ainda, se o que diz é verdadeiro. Ora, tais perguntas não se aplicam a um poema. O certo seria reconhecer aqui aquilo que os lógicos chamam de falácia categorial: "dizer" não é um verbo que se aplique a poemas, assim como o verbo "morrer" não se aplica a uma pedra. Poemas enquanto poemas não dizem nem deixam de dizer coisa alguma.
Entretanto, por uma questão de abreviação, contentamo-nos com a afirmação de que os poemas não dizem coisa alguma. Considerada por outro ângulo, contudo, essa afirmação parece dúbia, já que a razão pela qual estou a afirmar que o poema não diz coisa alguma é que ele não se distingue daquilo que diz, de modo que se eu quiser, por exemplo, contar a outra pessoa o que diz um poema, a rigor não me restará senão tautologicamente repeti-lo: mas isso, à sua maneira, não deixa de ser dizer o que ele diz. Assim, a formulação negativa não faz, de certo modo, jus ao que se quer com ela exprimir. Pense-se em Mattina. O significado da afirmação de que um poema nada diz é que nenhuma – nem todas – as sentenças proposicionais jamais serão capazes de dar conta da totalidade indecomponível do poema-e-o-que-ele-diz. Ou seja, o que se está afirmando não é que a carga semântica do poema seja menor, mas que é maior, do que as cargas semânticas de quaisquer sentenças proposicionais que inutilmente tentem parafraseá-lo. 2 É desse mesmo modo que o poema não comunica coisa alguma, já que ele não se distingue daquilo que comunica; e, mutatis mutandis, que não tem significado, sentido, conteúdo, referente etc.
Assim como o fato de que aquilo que o poema diz é inseparável do seu próprio ser justifica dizer-se que o poema nada diz, o fato de que o conteúdo do poema não se separa da sua forma justifica dizer-se que o poema não tem conteúdo: que é pura forma. Por que não dizer o oposto, isto é, que o poema é puro conteúdo? Tecnicamente, isso seria possível, mas não é feito porque a forma é tomada como imediatamente dada: isto é, a forma se identifica imediatamente com a materialidade sonora ou gráfica do poema. Entretanto, embora o que a afirmação de que o poema é pura forma signifique apenas que forma e conteúdo nele não se separam, ela acaba servindo para interpretações efetivamente formalistas da natureza do poema.
Há também uma razão mais profunda para se dizer que o poema nada diz ou comunica. Ela consiste simplesmente no fato de que o poema não consiste num ato de fala, cuja função seja fazer, dizer ou comunicar alguma coisa, mas num objeto da língua, cuja função é ser apreendido esteticamente.
De todo modo, as proposições aparentemente paradoxais acima citadas correspondem, de fato, à natureza do poema, em relação à qual nada têm de paradoxal. Elas somente se tornam paradoxais para quem, ignorando – ou esquecendo – a especificidade dessa natureza, descontextualiza-as. Em outras palavras, aplicadas a um poema por quem sabe que um poema consiste num objeto da língua, elas nada têm de paradoxal; aplicadas a um poema por quem o toma por um ato de fala (ou a um ato de fala por quem o toma por um poema), elas resultam paradoxais.
Entretanto, se nos lembrarmos de que muitas vezes é justamente o aspecto paradoxal de uma proposição que exerce a mais forte atração sobre alguns poetas autêntica ou pretensamente vanguardistas, não será difícil entender por que razão todo progresso na determinação da natureza da poesia é acompanhado por uma proliferação de paradoxos. Assim, é exatamente um poema que constitua uma sentença proposicional paradoxal no sentido mencionado que muitos desses poetas ambicionam produzir: pense-se, por exemplo, na fase da New Sentence do movimento poético norte-americano intitulado Language Poetry. Nesse sentido, o crítico italiano Alfonso Berardinelli talvez tenha razão, ao afirmar que foi a partir da busca da essência da poesia e, em particular, a partir da determinação da função poética, por Jakobson, que alguns poetas seguiram pela "estrada da depuração anti-comunicativa de esvaziamento e enfraquecimento progressivo" da poesia.
Ao contrário de Bernardelli, porém, penso que essa estrada não é uma consequência lógica das teses de Jakobson, mas uma utilização falaciosa das premissas fundamentalmente corretas do linguista russo. Na verdade, Jakobson usou a linguística para sistematizar a tentativa de determinar a especificidade da linguagem poética, que já havia sido – e que continua a ser – objeto de reflexões de inúmeros poetas. O próprio Berardinelli não ignora que a principal característica da abordagem de Jakobson, que é o seu caráter puramente formal, aproxima-o de uma série de poetas que começa, talvez, com Poe, e cujos maiores expoentes são sem dúvida Mallarmé e Valéry. Lembro as palavras de Blanchot:
| Com uma brutalidade singular, Mallarmé dividiu as regiões. De um lado, a palavra útil, instrumento e meio, linguagem da ação, do trabalho, da lógica e do saber, linguagem que transmite imediatamente e que, como toda boa ferramenta, desaparece na regularidade do emprego. Do outro, a palavra do poema e da literatura, em que falar não é mais um meio transitório, subordinado e usual, mas busca se realizar numa experiência própria. 3 |
O que eu mesmo estou a fazer aqui não passa de uma tentativa de continuar a tentar melhor compreender e explicar, a partir tanto da minha leitura desses poetas e pensadores, quanto da minha própria experiência e nos meus próprios termos, o que é a poesia.
Seja como for, concordo com Berardinelli quando julga que a poesia que se enveredou pela estrada da depuração anticomunicativa
| tornou-se cada vez mais inapta à elaboração de novas experiências. Quase sem se dar conta, hipnotizada por uma autoridade teórica que definia a linguagem poética como linguagem que foge da discursividade, da emoção e da representação, a maior parte dos jovens autores que começaram a publicar dos anos setenta em diante não conseguiram ultrapassar os confins e os recintos estreitos fixados pela estética formalista e pela vanguarda informal: segundo os quais na poesia tudo era possível, tudo era permitido, salvo dizer alguma coisa. 4 |
Steve McCaffrey, um dos teóricos fundadores da Language Poetry, sem dúvida exemplifica perfeitamente os jovens autores a que se refere Berardinelli. Basta citar o título de um ensaio seu de 1976, que conjuga a influência de Foucault à poética formalista: "A morte do sujeito: as implicações da contra-comunicação na recente escrita centrada na linguagem". 5 Marjorie Perloff, que, aliás, enfatiza a influência de Jakobson sobre McCaffrey, percebe, na tese de que "a linguagem poética não é uma janela, um vidro transparente através do qual se deva enxergar, ao buscar os objetos 'reais' fora dele, mas um sistema de signos com suas próprias relações semiológicas", um princípio animador desse movimento. 6 Do fato de que a linguagem poética não seja um vidro transparente, segue-se, naturalmente, que seja um vidro fosco ou um painel opaco. E com efeito, segundo McCaffrey, que pretende "desmistificar a falácia referencial da linguagem", "a referência é uma espécie de cegueira de uma janela em relação ao painel que ela é". Cito McCaffrey e a Language Poetry porque esta consiste num movimento pretensamente vanguardista e relativamente recente. Ideias semelhantes, porém, percorrem toda a história da poesia moderna. Segundo, por exemplo, Hugo Friedrich,7 "a poesia lírica do século XX não oferece acesso cômodo. Ela fala na forma de enigmas e obscuridades". Friedrich exemplifica essa tese citando Baudelaire, Rimbaud, Mallarmé, Apollinaire, Valéry, Eluard, Saint-John Perse, Prévert, García Lorca, Alberti, G. Diego, J. Gullén, Ungaretti, Montale, Eliot, Benn, K. Krolow e M.-L, Kaschnitz, entre outros. Sobre Paul Celan, interpretando o poema Sprachgitter, Klaus Weissenberger afirma que "a linguagem, que representa o meio de comunicação mais expressivo, transformou-se [...] numa grade que agora impede a entrada no mundo". 8 Mas creio que talvez quem tenha pensado mais clara e radicalmente do que qualquer outro sobre todos os aparentes paradoxos ligados à determinação da essência da poesia tenha sido o ensaísta e aforista alemão Albrecht Fabri. Para Fabri, a poesia é necessariamente obscura e busca o silêncio, e "a sentença perfeita [locução pela qual designa a poesia] é pura resistência". 9
Pois bem, esses paradoxos encontram as mais diversas explicações ou justificativas. Entre os poetas, Gottfried Benn, por exemplo, afirma que fazer poesia é "elevar as coisas decisivas à linguagem do incompreensível, entregar-se a coisas que merecem que delas ninguém convença ninguém". 10 Eugenio Montale explica que "ninguém escreveria versos, se o problema da poesia consistisse em se fazer entender". 11 O filósofo Theodor Adorno, por outro lado, aceita a incomunicabilidade – logo, a opacidade, a obscuridade, o silêncio – da poesia moderna, na qualidade de resistência à reificação promovida pela indústria cultural que hoje, segundo ele, desfigura o discurso pretensamente comunicativo, 12 interpretação que teve uma enorme influência. De acordo com Klaus Voswinckel, Celan – que foi objeto, senão vítima, de uma verdadeira orgia de interpretações similares 13 – superou a alienação da linguagem ao atingir, através desta, o silêncio. 14 O já citado McCaffrey, por sua vez, pensa que a poesia precisa livrar-se da referência porque esta é "o suporte estrutural tanto da literariedade quanto da economia capitalista". 15 Outra linha de interpretações é de Maurice Blanchot que, ante a pergunta "Aonde vai a literatura?" responde cripticamente: "a literatura vai para si própria, para sua essência que é o desaparecimento". 16
Permitam-me resumir o que diz essa amostra de poetas, críticos e filósofos. Eles constatam ou defendem a contra-comunicação, a escrita centrada na linguagem, a linguagem opaca e obscura, a linguagem como grade que impede a entrada no mundo, a resistência, a incompreensibilidade, o silêncio, o desaparecimento da poesia. Berardinelli tem razão de relacionar essas atitudes com o progresso do empreendimento da determinação da especificidade da poesia. Ele está errado, porém, ao pensar que elas resultem de um entendimento correto desse progresso. Elas não passam, ao contrário, de derivações incorretas, consequências de um entendimento insuficiente do significado desse progresso.
"Mas", poder-se-ia perguntar, "não parece natural que o que nada diz, nada comunica, não tem significado, não tem sentido, não tem conteúdo, não tem referente etc. seja também opaco, obscuro, incompreensível e almeje o silêncio e o nada?" Sim: É um equívoco natural, baseado no sentido "normal" das propriedades de nada dizer, nada comunicar etc.
Quando se afirma, por exemplo, que uma sentença não tem sentido, pode-se também dizer que ela é opaca, obscura etc. Entretanto, as propriedades em questão não são atribuídas a sentenças, mas a poemas tomados como objetos da língua. Nesse caso, como já mostrei, elas apenas exprimem, de modo negativo, a propriedade positiva da indiscernibilidade entre esses objetos e aquilo que eles comunicam, significam etc. Quando, ao contrário, seja por ignorância, seja por esquecimento do fato de que o poema consiste num objeto da língua, ele é tomado como um ato de fala, tal qual uma sentença proposicional, então se supõe que o que está sendo afirmado é que o poema seja uma sentença proposicional ou um ato de fala que nada diz, que nada comunica etc. Ora, a noção de uma sentença proposicional que nada diga, que nada comunique etc. é inteiramente paradoxal, uma vez que uma sentença proposicional é exatamente algo cuja função é dizer, comunicar etc. Uma tal sentença proposicional seria inteiramente destituída de carga semântica, logo, seria opaca, obscura, silenciosa etc. É exatamente esse equívoco que não só os poetas, críticos e filósofos em questão cometeram, mas que é, ainda hoje, constantemente cometido por outros poetas, críticos e filósofos. É preciso não esquecer ademais que qualidades tais como opacidade e obscuridade são metáforas que têm um sentido quando se aplicam aos atos de fala e outro, quando se aplicam aos objetos da língua que são os poemas. Assim, se o garçom que me serve disser, no decorrer de comentários sobre o tempo, "nasço amanhã", ficarei com uma pulga atrás da orelha: terá sido, para mim, uma sentença obscura. A mesma frase, porém, em verso de Poética, de Vinícius de Moraes, afirmando a especificidade do tempo da poesia, em oposição ao tempo utilitário, causa-me outra emoção:
De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.
A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.
Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem
Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
– Meu tempo é quando. 17 |
Quero concluir essas observações sobre os paradoxos esclarecendo três pontos sobre a carga semântica do objeto de língua que é o poema:
1) O primeiro é que o fato de que o poema não diz coisa alguma (isto é, não se distingue daquilo que diz) não quer dizer que em sua composição não entrem palavras com significados usuais, atos de fala, sentenças ou mesmo conceitos que digam e comuniquem coisas, mas sim que essas palavras, sentenças e conceitos têm, nele, funções subordinadas à da constituição de um objeto estético.
2) O segundo é que o fato de que o poema não diz coisa alguma não quer dizer que, tomado como um todo, ele não seja produzido pelo pensamento ou que não propicie ou provoque o pensamento do leitor. Embora, por um lado, a sua matéria – o som ou a aparência gráfica das palavras – possa ser apreendida por quem não compreenda a língua, independentemente do pensamento, por outro lado, aquilo que, no poema, é resultado do pensamento e o solicita não pode ser apreendido independentemente da linguagem – da matéria formada ou da forma material – em que se manifesta: nem por isso, porém, deixa de ser pensamento. Entretanto, como Kant demonstra, não se trata do pensamento dominado pelo conceito, mas pela imaginação que, na qualidade de faculdade intermediária entre a sensibilidade e o entendimento, joga também com este. Assim, o poema solicita todos os recursos do poeta e/ou do leitor: intelecto, sensibilidade, imaginação, intuição, razão, experiência, emoção, humor, vocabulário, conhecimento, abertura para aceitar o que o acaso e o inconsciente oferecem etc.
3) O terceiro é que não se deve tomar a apreensão estética como puramente formal, vazia ou indiferente a qualquer conteúdo. A concepção oposta se deve, em parte, a uma interpretação restritiva da afirmação de Kant de que o juízo estético é independente de todo interesse. Trata-se de uma interpretação errônea. 18 A ausência de interesse significa que, ao genuinamente julgarmos se algo é belo, não levamos em conta as vantagens ou desvantagens que nos possam advir em virtude de tal juízo. Isso, porém, não quer dizer que fiquemos indiferentes a qualquer das possibilidades que nos atravessem, ao contemplá-la. Ao contrário: livramo-nos do cálculo utilitário ou moral justamente para deixar que a obra, resplandecente, provoque em nós o jogo livre das faculdades cognitivas. É nesse jogo livre, e não na pura apreensão sensível que, segundo Kant, 19 reside o prazer estético.
In Poesia e Filosofia– Antonio Cicero; Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012.
Coleção Contemporânea.
Notas
1. WITTGENSTEIN, Ludwig. Zettel. Orgs. G. Anscombe e G. Wright. Oxford: Basil Balckwell, 1967, § 160.
2. Ademais, não teria sentido uma sentença proposicional que não fosse informativa; ora, informar é determinar e, naturalmente, determinatio negatio est. A sentença afirmativa nega todas as possibilidades opostas ao que ela afirma. Já o poema, que é um objeto da língua, não afirma ou nega coisa alguma. Já vimos, com Mattina, que o poema é capaz de integrar a si até mesmo aquilo que ele não é.
3. BLANCHOT, Maurice. “Où va la littérature ? » In :_____. Le livre à venir. Paris : Gallimard, 1959, p.266-340.
4. BERARDINELLI, Alfonso. "I confini della poesia". In: La poesia verso la prosa. Controversie sulla lirica moderna. Torino: Bollati Boringhieri, 1994, p.14. Grifo do autor.
5.
MCCAFFREY, Steve. "the death of the subject: the implications of counter-communication in recent language-centered writing". L=A=N=G=U=A=G=E, Suplemento º 1, junho de 1980, p.2.
6. PERLOFF, M. "After Language Poetry: innovation and its theoretical discontents". Disponível no site Marjorie Perloff's Home Page l, acessado em 23/07/2011.
7.
FRIEDRICH, Hugh. Die Struktur der modernen Lyrik. Hamburg: Rowohlt, 1956, p.10.
8.
Vide BOLLACK, Jean. "Paul Celan sur la langue. Le poème 'Sprachgitter' et ses interprétations ». IN: Contre-jour. Études sur Paul Celan. Colloque de Cerisy. Org. M. Broda. Paris: Éditions du Cerf, 1986, p.102.
9. FABRI, Albrecht. "Präliminarien zu einer Theorie der Literatur ». IN: _____. Divertimenti. Ausgewählte Texte aus fünf Jahrzehnten. Org. P. Good. Parerga Verlag, 1996, p.31.
10.
FRIEDRICH, Hugh. Die Struktur der modernen Lyrik. Hamburg: Rowohlt, 1956, p.10..
11.
Ibid.
12.
ADORNO, Theodor. "Rede über Lyrik und Gesellschaft". In:_____. Gesammelte Schriften, vol.11. Org. R. Tiedemann. Frankfurt am Main, 1974, p.56.
13.
Cf., por exemplo, as interpretações de Sprachgitter, comentadas por: BOLLACK, Jean. "Paul Celan sur la langue. Le poème 'Sprachgitter' et ses interprétations". IN: Contre-jour. Études sur Paul Celan. Colloque de Cerisy. Org. M. Broda. Paris: Éditions du Cerf, 1986, p.102..
14.
VOSWINCKEL, K. "Paul Celan". In:_____. Verweigerte Poetisierung der Welt. Versuch einer Deutung. Heidelberg: Lothar Stiehm, 1974, passim.
15.
MCCAFFREY, Steve."the death of the subject: the implications of counter-communication in recent language-centered writing". L=A=N=G=U=A=G=E, Suplemento º 1, junho de 1980, p.18.
16.
BLANCHOT, Maurice. "Où va la littérature ? » In :_____. Le livre à venir. Paris : Gallimard, 1959, p.265.
17.
MORAES, Vinícius de. Nova antologia poética. Orgs. Antonio Cicero e Eucanaã Ferraz. São Paulo: Companhia das Letras, 2005, p.141.
18.
Heidegger, com razão, censura Nietzsche e Schopenhauer, por cometerem esse erro (HEIDEGGER, Martin. "Der europäische Nihilismus". In: _____. Nietzsche, vol.2. Pfüllingen: Neske, 1961, p.126-136)
19.
KANT, Immanuel. "Kritik der Urteilskraft". In: Werke, vol.5. Berlin: Preussische Akademie der Wissenschaften, 1902, § 9, A27.
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